Saúde.Estudo comprova: casamento feliz faz bem ao coração
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Atualmente, com a facilidade de acesso às informações, seja secular ou teológica, estão se desfazendo as idéias infundadas que surgiram na Idade Média, quando os teólogos romanos tentaram vincular ao pensamento cristão a filosofia asceta. Era a idéia distorcida que insinuava que tudo aquilo que produzisse prazer seria de origem diabólica, mas a Bíblia, palavra soberana de Deus, diz que “…é digno de honra o leito sem mácula” (Hb. 13:4). As aberrações eram as mais estúpidas que se possa imaginar. Alguns exemplos:
Ensinavam que os casais deveriam se abster do ato sexual em todos os dias santos. Ensinavam que o casal não podia ter relação sexual às quintas-feiras, por ser o dia que Cristo fora preso; na sexta-feira em honra à sua crucificação; aos sábados, em respeito à virgem Maria; aos domingos, por causa da ressurreição de Jesus e nas segundas-feiras, em respeito às almas dos falecidos; livres para o ato sexual apenas às terças e quartas-feiras. Com a Reforma, os cristãos voltaram a estudar a Palavra de Deus, o que resultou na libertação destes conceitos distorcidos e danosos para vida do casal cristão. À proporção que as pessoas foram estudando as doutrinas fundamentais, também tomaram consciência de que o sexo fora criado por Deus para a “satisfação e felicidade” do casal 1 Co. 7.1-5, até chegarem à compreensão de que o ato sexual também é uma expressão de louvor a Deus, partindo do princípio de que o casal cristão não deixa de ser templo do Espírito Santo neste momento de intimidade. - ORGASMO, como defini-lo ? - Ninguém melhor do que a Dra. Marie Robinson, uma psiquiatra, casada, cuja maioria dos seus clientes são mulheres, para dar uma definição convincente. Ela descreve o orgasmo feminino da seguinte forma:“O orgasmo é a reação fisiológica, que culmina o ato sexual, um clímax belo e natural.. Nos instantes que precedem o orgasmo, a tensão muscular eleva-se a um ponto em que, se não fosse pela operação do instinto sexual, ela se tornaria fisicamente insuportável. Os movimentos pélvicos do homem e a movimentação do pênis, para diante e para trás, no interior da vagina, crescem em rapidez e intensidade. Os movimentos pélvicos da mulher também se intensificam e todo o seu corpo procura, a cada movimento, aumentar a maravilhosa sensação que experimenta no interior da vagina. Segundo inúmeras mulheres com quem já debati essa experiência, o prazer é causado mais pela sensação de ter a vagina ocupada ou pela pressão e fricção na superfície posterior. No momento de maior tensão muscular, todas as sensações parecem receber um impulso para cima. A mulher experimenta esta tensão em um grau tão elevado que lhe parece ser impossível mantê-la por mais tempo. E realmente o é, pois aí então ela é dominada por uma série de espasmos musculares. Estes espasmos ocorrem no interior da vagina, produzindo nela ondas de intenso prazer. Essas ondas se transmitem para o corpo todo, simultaneamente: no tronco, rosto, braços e pernas – e até na planta dos pés. Esses espasmos que sacodem o corpo todo, convergindo na vagina, representam e constituem o verdadeiro orgasmo. Nesse momento, a cabeça se encurva para trás e a extremidade pélvica como que se volta para diante e para o alto, numa tentativa de obter maior penetração possível do pênis. Esses espasmos duram alguns segundos na maioria das mulheres, embora essa duração varie de pessoa para pessoa, e em algumas delas possam chegar a um minuto ou mais, conquanto vão decrescendo de intensidade. Muitas mulheres conseguem repetir isso duas ou três vezes antes que o companheiro atinja o orgasmo. Neurológica e psicologicamente, está aberto o caminho para outro orgasmo, e se o marido continuar com a ativação, ela poderá agir adequadamente. Já ouvi de algumas mulheres que o último orgasmo, por vezes, é mais intenso e satisfatório que o primeiro. Assim que a mulher se satisfaz nessa experiência orgástica, ela relaxa a tensão muscular e neurológica acumulada durante o período de preparação. Quando alcança satisfação completa, sua movimentação cessa, e pouco depois a pressão sangüínea, a pulsação, a secreção glandular, a tensão muscular e todas as modificações físicas que ocorrem e caracterizam o excitamento sexual, voltam às condições normais, ou até sub-normais. Tendo havido estudos detalhados das reações físicas tanto dos homens quanto das mulheres durante o ato sexual, creio ser importante entender que, dos menores detalhes até os orgasmos, as reações e as experiências subjetivas do prazer são paralelas nos dois sexos. As diferenças dignas de notas são que a mulher reage mais lentamente que o homem ao estímulo externo, e o orgasmo masculino é caracterizado pela ejaculação do líquido seminal no interior da vagina. A plena satisfação sexual é seguida de um estado de calma total. O corpo sente-se absolutamente sereno. Psicologicamente a pessoa sente completamente satisfeita, em paz com o mundo e com tudo o que há nele. A mulher, em particular, sente-se mais amorosa para com o companheiro que lhe proporcionou tanto gozo e lhe deu esse arrebatamento de êxtase. Muitas vezes, ela deseja abraçá-lo durante algum tempo e permanecer um pouco mais ao “clarão” que vai se apagando. Sem dúvida, com esta descrição, podemos dizer que o orgasmo é um experiência singular, fortíssima. Não existe outra experiência fisiológica ou psicológica que se compare à sua intensidade extasiante ou ao tremendo prazer que proporciona”. Uma das perguntas que muitas mulheres fazem, é se podem ter mais de um orgasmo durante a relação. A resposta é sim. O corpo da mulher foi projetado por Deus para ser multiorgástico. Porém, para que a esposa desfrute desta plenitude, todos os fatores de amor e consideração devem estar presentes e é imprescindível que haja estimulação adequada. Sendo assim ela poderá ter quantos orgasmo desejar. Existem algumas barreiras à multiplicidade do orgasmo, duas das quais são, as inibições e a falta de estimulação suficiente. Marido e mulher devem, a cada dia, se preocupar com o crescimento da qualidade do ato sexual. Há um texto em Cantares de Salomão que nos incentiva a tornar a experiência da sexualidade rica e prazerosa: “Eu sou do meu amado, e ele me tem afeição. Vem, ó amado meu, saiamos ao campo, passemos as noites nas aldeias. Levantemo-nos de manhã para ir às vinhas, vejamos se florescem as vides, se já aparecem as tenras uvas, se já brotam as romãzeiras; ali te darei os meus amores. As mandrágoras exalam o seu perfume, e às nossas portas há todo o gênero de excelentes frutos, novos e velhos; ó amado meu, eu os guardei para ti” (Ct. 7:10-13).
por: Josué Gonçalves |
Desejos de grávidas são reais, mesmo sem explicação médica
Elas tiveram vontade de comer quibe com iogurte, manga com pamonha e até esponja de lavar louça. Mas a urgência destes desejos é física ou psicológica?
Os estudiosos ainda não encontraram uma explicação definitiva para os famosos desejos de grávidas. Mas muitas mulheres vêm seus hábitos alimentares transformados ao engravidar (veja como os desejos por sabores específicos se transformam ao longo dos nove meses). “Em geral, o aumento dos hormônios, principalmente a progesterona, gera alterações cerebrais capazes de fazer a mulher sentir desejos estranhos”, explica a ginecologista Rosa Maria Neme, diretora do Centro de Endometriose São Paulo. A deficiência de alguns minerais, como ferro, também pode desencadear estes desejos e fazer a gestante ter vontade de consumir ferro em alimentos ou objetos. Quem nunca ouviu a história clássica de uma prima ou vizinha grávida que queria chupar pregos?Este instinto natural de proteção fez a gerente de negócios Renata Montenegro de Menezes, prestes a dar à luz, mudar completamente sua alimentação. “Amo feijão e café, mas agora não posso nem sentir o cheiro. Suco só consigo tomar natural, de caixinha ou latinha não descem! Sushis de pepino e kani também foram meu companheiros pela gravidez inteira”, conta a futura mamãe.Os desejos e repulsas de Renata não foram fora do normal, daqueles que viram histórias a ser contadas para primas e vizinhas. Já a estudante de pedagogia Renata Weiss não pode dizer o mesmo. Durante a gravidez de sua primeira filha, ela só queria saber de comer uma iguaria rara: quibe embebido em queijinho petit suisse. Daqueles de morango. “Por quatro meses, era só o que eu conseguia comer sem enjoar. Nunca mais comi depois de ter a minha filha, nem nas duas vezes em que fiquei grávida de novo”, diz.O desejo de Renata foi realmente esquisito, mas ao menos envolvia alimentos. Durante a gestação, a analista de comunicação Karen Bortolini se deliciou com um pão francês quentinho besuntado de... pasta de dente! “Estava uma delícia. Um combinado perfeito de crocância e refrescância!”, diverte-se. Depois do parto, esta harmonização maluca nunca mais foi degustada. “Não existe explicação para os desejos sob o ponto de vista médico”, afirma o ginecologista Alexandre Pupo Nogueira, do Núcleo de Mastologia do Hospital Sírio Libanês (SP). Embora os desejos de grávidas possam ser realmente os mais loucos possíveis, a história de que o bebê pode nascer parecido com o objeto de desejo não passa de invenção popular. “Se matar o desejo pode fazer mal à mulher, ela deve esperar a vontade passar”, ele aconselha. Ao ouvir a avó dizer que a criança nasceria com a boca aberta, a estudante Márcia Prado Passos achou melhor não deixar de matar nenhuma vontade durante a gravidez. Mas seus desejos não foram nada comuns. Eles começaram no sexto mês, com uma vontade irresistível de beber aquele líquido esbranquiçado do arroz em cozimento. Depois, vieram o biscoito recheado picado com purê de batatas, a manga com pamonha e, a mais esquisita de todas, uma esponja de lavar a louça! “Minha avó me deu uma esponja nova, joguei fora a parte verde e comi a amarela. Depois vomitei tudo, mas isso acontecia com qualquer coisa que eu comia”, conta.
“Ainda se sabe pouco sobre tudo o que acontece com a mulher quando ela fica grávida. Mas estas transformações são influência do físico, do psíquico e da cultura”, enumera a psicóloga Luciana Blumenthal, da clínica Elipse (SP). Como ouvimos, desde pequenas, que mulheres grávidas sentem desejos, é natural ficarmos sugestionadas a sentir o mesmo. “Não é uma invenção, acontece sem percebermos”, ela alerta. Luciana não descarta, em alguns casos, a tentativa – por vezes inconsciente – de chamar a atenção e testar até onde vai a disposição do pai do bebê. “Acho legítimo. Que mulher não quer ser paparicada?”.
Calendário de desejos
Um estudo conduzido por Valerie Duffy, professora da Universidade de Connecticut, mostrou como o paladar das mulheres grávidas vai se transformando no decorrer dos nove meses. Veja se as conclusões da pesquisadora não soam familiares:
- No segundo e terceiro trimestres, as mulheres costumam preferir sabores azedos. Assim como a vontade de doce, a de azedo ajuda a variar a dieta ao final da gravidez. Isso colabora para o consumo calórico esperado. Cobiçar alimentos azedos também pode explicar a clássica vontade de conservas.
- Com o passar dos meses, grávidas vão sentindo cada vez mais vontade de salgados. Como durante a gestação o volume de sangue vai crescendo progressivamente, o desejo pode estar ligado a uma maior necessidade de sódio.
- Ao longo do primeiro trimestre, a percepção do sabor amargo aumenta. Como muitas plantas e frutas tóxicas têm sabor amargo, esta pode ser uma reação de defesa contra intoxicações durante a fase crítica do desenvolvimento fetal. Curiosamente, a aversão ao amargor diminui até o terceiro trimestre, quando os períodos cruciais de desenvolvimento já acabaram.
Desejos de grávidas são reais, mesmo sem explicação médica
Elas tiveram vontade de comer quibe com iogurte, manga com pamonha e até esponja de lavar louça. Mas a urgência destes desejos é física ou psicológica?
Os estudiosos ainda não encontraram uma explicação definitiva para os famosos desejos de grávidas. Mas muitas mulheres vêm seus hábitos alimentares transformados ao engravidar (veja como os desejos por sabores específicos se transformam ao longo dos nove meses). “Em geral, o aumento dos hormônios, principalmente a progesterona, gera alterações cerebrais capazes de fazer a mulher sentir desejos estranhos”, explica a ginecologista Rosa Maria Neme, diretora do Centro de Endometriose São Paulo. A deficiência de alguns minerais, como ferro, também pode desencadear estes desejos e fazer a gestante ter vontade de consumir ferro em alimentos ou objetos. Quem nunca ouviu a história clássica de uma prima ou vizinha grávida que queria chupar pregos?Este instinto natural de proteção fez a gerente de negócios Renata Montenegro de Menezes, prestes a dar à luz, mudar completamente sua alimentação. “Amo feijão e café, mas agora não posso nem sentir o cheiro. Suco só consigo tomar natural, de caixinha ou latinha não descem! Sushis de pepino e kani também foram meu companheiros pela gravidez inteira”, conta a futura mamãe.Os desejos e repulsas de Renata não foram fora do normal, daqueles que viram histórias a ser contadas para primas e vizinhas. Já a estudante de pedagogia Renata Weiss não pode dizer o mesmo. Durante a gravidez de sua primeira filha, ela só queria saber de comer uma iguaria rara: quibe embebido em queijinho petit suisse. Daqueles de morango. “Por quatro meses, era só o que eu conseguia comer sem enjoar. Nunca mais comi depois de ter a minha filha, nem nas duas vezes em que fiquei grávida de novo”, diz.O desejo de Renata foi realmente esquisito, mas ao menos envolvia alimentos. Durante a gestação, a analista de comunicação Karen Bortolini se deliciou com um pão francês quentinho besuntado de... pasta de dente! “Estava uma delícia. Um combinado perfeito de crocância e refrescância!”, diverte-se. Depois do parto, esta harmonização maluca nunca mais foi degustada. “Não existe explicação para os desejos sob o ponto de vista médico”, afirma o ginecologista Alexandre Pupo Nogueira, do Núcleo de Mastologia do Hospital Sírio Libanês (SP). Embora os desejos de grávidas possam ser realmente os mais loucos possíveis, a história de que o bebê pode nascer parecido com o objeto de desejo não passa de invenção popular. “Se matar o desejo pode fazer mal à mulher, ela deve esperar a vontade passar”, ele aconselha. Ao ouvir a avó dizer que a criança nasceria com a boca aberta, a estudante Márcia Prado Passos achou melhor não deixar de matar nenhuma vontade durante a gravidez. Mas seus desejos não foram nada comuns. Eles começaram no sexto mês, com uma vontade irresistível de beber aquele líquido esbranquiçado do arroz em cozimento. Depois, vieram o biscoito recheado picado com purê de batatas, a manga com pamonha e, a mais esquisita de todas, uma esponja de lavar a louça! “Minha avó me deu uma esponja nova, joguei fora a parte verde e comi a amarela. Depois vomitei tudo, mas isso acontecia com qualquer coisa que eu comia”, conta.
“Ainda se sabe pouco sobre tudo o que acontece com a mulher quando ela fica grávida. Mas estas transformações são influência do físico, do psíquico e da cultura”, enumera a psicóloga Luciana Blumenthal, da clínica Elipse (SP). Como ouvimos, desde pequenas, que mulheres grávidas sentem desejos, é natural ficarmos sugestionadas a sentir o mesmo. “Não é uma invenção, acontece sem percebermos”, ela alerta. Luciana não descarta, em alguns casos, a tentativa – por vezes inconsciente – de chamar a atenção e testar até onde vai a disposição do pai do bebê. “Acho legítimo. Que mulher não quer ser paparicada?”.
Calendário de desejos
Um estudo conduzido por Valerie Duffy, professora da Universidade de Connecticut, mostrou como o paladar das mulheres grávidas vai se transformando no decorrer dos nove meses. Veja se as conclusões da pesquisadora não soam familiares:
- No segundo e terceiro trimestres, as mulheres costumam preferir sabores azedos. Assim como a vontade de doce, a de azedo ajuda a variar a dieta ao final da gravidez. Isso colabora para o consumo calórico esperado. Cobiçar alimentos azedos também pode explicar a clássica vontade de conservas.
- Com o passar dos meses, grávidas vão sentindo cada vez mais vontade de salgados. Como durante a gestação o volume de sangue vai crescendo progressivamente, o desejo pode estar ligado a uma maior necessidade de sódio.
- Ao longo do primeiro trimestre, a percepção do sabor amargo aumenta. Como muitas plantas e frutas tóxicas têm sabor amargo, esta pode ser uma reação de defesa contra intoxicações durante a fase crítica do desenvolvimento fetal. Curiosamente, a aversão ao amargor diminui até o terceiro trimestre, quando os períodos cruciais de desenvolvimento já acabaram.
Veja dicas para cultivar emoções positivas e manter a saúde |
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Se os sentimentos negativos podem deflagrar problemas de saúde, as pesquisas também mostram que emoções positivas, como felicidade e otimismo, além do desenvolvimento da espiritualidade, podem ser um antídoto contra doenças.
Um dos maiores pesquisadores desta área, Harold Koenig, da Duke University, Estados Unidos, cita evidências científicas em seu livro “Spirituality in patient care - Why, How, When, and What” ("Espiritualidade no cuidado com o paciente - por quê, como, quando e o quê", em tradução livre) que relacionam os sentimentos e a saúde. Entre as descobertas está a de que as emoções positivas e o apoio social são associados a um melhor funcionamento do sistema imunológico e a uma saúde cardiovascular mais robusta.
Ainda segundo o livro, muitos estudos relatam que indivíduos religiosos têm propensão a pressão arterial e mortalidades mais baixas, possuem menor probabilidade em desenvolver depressão e se recuperam de doenças mais rapidamente.
O mesmo ocorre em relação à felicidade: “uma pesquisa americana envolvendo milhares de pessoas de diferentes países concluiu que as nações consideradas mais felizes relatam menos problemas de pressão arterial em suas estatísticas. O resultado sugere que leituras de pressão arterial façam parte de um índice nacional de bem-estar”, de acordo com o livro “Coração...É Emoção”.
Dicas
Adotar uma postura mais positiva em relação à vida, buscando qualidade de vida, bem-estar e espiritualidade, faz bem à saúde, segundo os médicos. Veja algumas dicas para cultivar emoções saudáveis:
Fonte: UOL |
11 coisas que você ainda não sabe sobre o diabete |
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O canadense Frederick Banting (1891–1941), vencedor do Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1923 por ser um dos descobridores da insulina, nasceu em um 14 de novembro. Seu trabalho foi tão importante para quem sofre com altas doses de açúcar no sangue que hoje a data é reservada para o Dia Mundial do Diabete. Nela, lançam-se campanhas para informar a população sobre essa ameaça à saúde. No entanto, a julgar pelos dados recentes, muitos outros dias deveriam ser marcados no calendário para discutir o transtorno. Ao redor do globo, 285 milhões de pessoas são diabéticas, sendo que 12 milhões delas estão no nosso país — 15% dos brasileiros padecem do problema. "E o pior é que apenas metade dessa gente sabe disso", ressalta Carlos Eduardo Barra Couri, endocrinologista da Universidade de São Paulo, a USP, em Ribeirão Preto. Um dos motivos para esse desconhecimento tem a ver com o fato de o distúrbio geralmente ser silencioso. Ou seja, na maioria dos casos, seus estragos só serão sentidos muitos anos depois de a doença ter se instalado. Mas, verdade seja dita, há carência de informações para o público. Foi por esse motivo que SAÚDE! resolveu recorrer a um time de especialistas para explicar o que há de mais importante e novo sobre o tema. Muita gente nem desconfia que pequenas mudanças no dia a dia fazem uma grande diferença quando o assunto é diabete. "Pesquisas indicam que pessoas sob risco de ter esse distúrbio diminuem em cerca de 60% a probabilidade de desenvolvê-lo ao modificarem seus hábitos", relata o endocrinologista Jairo Hidal, vice-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. 1. O diabete tipo 2 não tem só a ver com maus hábitos A doença se manifesta de duas formas. O chamado tipo 1 está relacionado à incapacidade do pâncreas de produzir um hormônio, a insulina, que tem a missão de botar a glicose para dentro das células. Essa deficiência costuma ser causada pelas próprias defesas do organismo. Já no diabético do tipo 2 — que representa 90% dos casos —, as membranas celulares resistem à entrada do açúcar, exigindo uma maior produção de insulina. Aí o pâncreas se sobrecarrega e, após um tempo, entra em colapso. Esse quadro é provocado na maioria das vezes pela dupla obesidade e sedentarismo, que tem tudo a ver com maus hábitos. Daí a pergunta: será que o tipo 2 tem um fator genético menos preponderante? Nada disso. "Cerca de 50% dos pacientes com a segunda modalidade do mal têm um histórico familiar marcante. Essa incidência diminui para 30% no tipo 1", diz Couri. Ou seja, a tendência genética pesa até mais no tipo 2. 2. Ele causa cegueira, amputações… Já é sabido que a doença está por trás de perda de visão ou amputações não traumáticas — isto é, as que não ocorrem em razão de um acidente. Mas aqui vem a novidade: ela é a principal causa desses infortúnios no mundo. Nos olhos, o excesso de glicose prejudica a passagem de sangue pelos capilares da retina. Com isso, a região fica desnutrida. Os membros, principalmente os inferiores, também são afetados pela falta de irrigação. Também acabam sendo acometidos por uma perda de sensibilidade. Assim, um pequeno ferimento que passa despercebido pode tomar grandes proporções. "Os dois problemas, no entanto, só acontecem quando o mal está completamente fora de controle", ressalta Hidal. 3. ...e enfraquece os ossos Os diabéticos têm uma ligeira tendência a ficar com o esqueleto frágil. "Quando há descontrole na doença, observamos uma diminuição da chegada de cálcio aos ossos", relata o endocrinologista Sérgio Dib, diretor do Centro de Diabete da Universidade Federal de São Paulo. Os médicos não sabem bem o porquê, mas acredita-se que a deficiência de insulina esteja envolvida nesse fenômeno. Afinal, esse hormônio participa da construção de vários tecidos do corpo, como os músculos e, claro, a ossatura. 4. Põe em risco a gravidez e os recém-nascidos Todas as gestantes precisam estar atentas a esse item, incluindo as não diabéticas. Isso porque, nessa etapa da vida, há uma tendência natural para que as taxas de açúcar no sangue subam. Quando o aumento é significativo, ocorre o diabete gestacional, um transtorno que eleva a probabilidade de um parto prematuro. "Como recebe um grande aporte de glicose através do cordão umbilical, o feto passa a produzir insulina demais", aponta César Pereira Lima, obstetra da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. E daí? Daí que, assim que nasce, o bebê, geralmente maior do que a média, continua cheio de insulina. Resultado: hipoglicemia, ou seja, os níveis de açúcar no sangue despencam. "O jeito é controlar de perto a gravidez, aplicando a versão sintética do hormônio sempre que necessário. Já o bebê será avaliado e tratado para normalizar a atividade do pâncreas", indica Lima. 5. O tipo 2 é cada vez mais comum na moçada Muitos acham que o tipo 2 está restrito aos mais maduros — tanto assim que já foi chamado de senil — e que só o tipo 1 daria as caras desde a infância. Isso não é verdade. Devido à má alimentação e ao sedentarismo, o tipo 2 também vem sendo flagrado em crianças. "Já diagnostiquei o problema em pacientes com 10 anos", exemplifica, preocupado, Carlos Eduardo Barra Couri. É por essas e por outras que os médicos suplicam aos pais para estimular seus filhos a praticar exercícios físicos e a comer de maneira equilibrada. Essa combinação de atitudes saudáveis ajuda a evitar a obesidade, um dos principais desencadeadores do mal na infância. 6. Está ligado a doenças neurodegenerativas "O diabete é considerado um grande fator de risco para demências em geral", arremata, logo de cara, Sonia Brucki, neurologista da Academia Brasileira de Neurologia, em São Paulo. Essa encrenca, quando descontrolada, compromete os vasos que irrigam o cérebro. Isso deixa os neurônios sem combustível para operar normalmente. E, como um carro, eles eventualmente param de trabalhar. Em outras palavras, a massa cinzenta perde, aos poucos, sua capacidade de armazenar e transmitir informações. Pensa que é pouco? Pois saiba que essa doença também financia derrames, que podem culminar em perdas motoras e cognitivas. Na reportagem da página 70, você verá como atenuar essas consequências por meio da prática esportiva. 7. A gordura também é culpada Fato: quem não conhece a fundo o tema desta reportagem vê o açúcar como único vilão da história. Mas a gordura também está no banco dos réus, sobretudo no caso do diabete tipo 2. "Ela deve ser ingerida sem exageros", adverte a nutricionista Gisele Goveia, da Sociedade Brasileira de Diabetes. É que o excedente gorduroso vai parar no abdômen. Surge, aos poucos, a famosa barriga de chope, que, além de ser um atentado contra a estética, passa a produzir substâncias perigosas para quem se tornou ou corre o risco de se tornar refém desse estorvo. "Essas moléculas agem nos receptores das células, dificultando a ação da insulina", esclarece Sérgio Dib. 8. Não é motivo para proibições radicais à mesa Preste atenção no que a nutricionista Gisele Goveia diz: "A lista do permitido e do proibido não existe". As frutas, por exemplo, possuem um tipo de açúcar chamado frutose. Mesmo assim, não devem ser banidas do cardápio. Pelo contrário. Como qualquer outro indivíduo, o diabético deve manter uma alimentação balanceada, com opções variadas no prato. "Se ele respeitar o limite de ingestão de carboidratos, que deve ser estabelecido por um profissional, pode se dar ao luxo de comer até um doce de vez em quando", informa Gisele. 9. Também se manifesta em quem é magro Não pense que vamos falar dos que têm diabete do tipo 1. Afinal, é bastante conhecido que essa variação do problema não surge por causa dos quilos extras. Diferentemente dela, no tipo 2 a obesidade é um componente central. Mas mesmo o pessoal com a barriga sequinha ainda deve ficar esperto. "Já vi muita gente que come mal e não engorda. A alimentação desbalanceada é, por si só, um risco", analisa Couri. Outra coisa a levar em consideração são os esportes. Pessoas magras podem desenvolver o distúrbio só por serem sedentárias. 10. É potencializado quando se dorme mal Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, uma pesquisa quentíssima mostra, em ratos, que a apneia contribui para catapultar as taxas de açúcar. "Reduzimos o nível de oxigênio dos animais durante o sono, assim como acontece com os seres humanos que roncam", explica o pneumologista Denis Martinez, orientador do estudo e coordenador do Laboratório Interdisciplinar de Pesquisa em Sono da UFRGS. "Depois de 21 dias, eles estavam com a glicemia bem alta", revela. A relação entre diabete e sono, no entanto, vai além. Dormir pouco já representa um perigo. Isso porque o corpo vai precisar de energia adicional para enfrentar a jornada. Assim, quem não repousa direito à noite acaba apelando para bombas calóricas cheias de açúcar e gorduras ao longo do dia. "Fora que, quando dormimos mal, o organismo produz mais cortisol, o hormônio do estresse, para nos mantermos acordados. E isso agrava o diabete", conclui Martinez. 11. Muito além da glicemia É vital manter os níveis de açúcar sob rédeas curtas. Os médicos pedem, pelo menos a cada três meses, exames para ver suas taxas. "Medimos o índice em jejum e duas horas após a ingestão de um copo com 75 gramas de glicose", conta Couri. "E fazemos o teste de hemoglobina glicada, que nos acusa se o paciente controlou direito a doença por meio da análise dos glóbulos vermelhos." Mas, como o diabete está ligado a turbulências no coração — 80% das suas vítimas morrem de problemas cardiovasculares —, ele deve ser acompanhado. O LDL, a versão ruim do colesterol, que fomenta os entupimentos arteriais, precisa estar abaixo dos 70 mg/dL. A pressão e os triglicérides também têm que se manter dentro dos conformes. INSULINA PARA O ALZHEIMER? Um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro sugere que a reposição desse hormônio, fundamental para muitos diabéticos, ajuda quem luta contra esse blecaute cerebral. Ao menos em cobaias, os remédios potencializadores da insulina combateram a substância beta-amiloide, uma das responsáveis pelo assassinato de neurônios. "Fora isso, quando há insulina no cérebro, a glicose entra mais fácil nas células, melhorando a atividade neuronal", acrescenta Sonia. FALSO MAGRO Tem gente que está dentro do limite de peso mas exibe uma barriga proeminente. E, diversamente do que esses indivíduos podem imaginar, isso já é motivo para fi car de olho nos índices de glicose no sangue. Essa gordura de sobra armazenada no ventre arrasa os receptores de açúcar das células. Hoje, magro saudável é quem possui a circunferência abdominal dentro dos limites — menos de 90 centímetros para homens e 80 para mulheres. DIAGNÓSTICO PRECOCE Essa é a melhor maneira de combater o diabete. E, para isso, basta fi car atento aos tópicos desta lista: sedentarismo, hipertensão, taxas de colesterol ou triglicérides altas, ovário policístico, obesidade, histórico familiar. Se você se encaixa em algum deles, está mais propenso a essa baita chateação. Por isso, é imprescindível consultar um médico para receber as orientações adequadas. Outro ponto que merece atenção é a idade. A Associação Americana de Diabetes recomenda a indivíduos acima de 45 anos que, mesmo sem apresentar nenhum dos fatores descritos acima, façam exames para medir a glicose pelo menos a cada três anos. por THEO RUPRECHT design ANA PAULA MEGDA ilustração NIK NEVES Fonte: Saúde Abril |
Dor de cabeça aumenta o risco de depressão e distúrbios do sono |
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Como se não bastassem as crises de dor de cabeça, pessoas com cefaleias, principalmente a enxaqueca, apresentam um risco maior de desenvolver outras doenças. Chamamos essa associação de duas doenças que ocorrem no mesmo indivíduo de comorbidades. Elas também são caracterizadas por dividir uma causa em comum. E quanto maior a frequência das dores de cabeça, maior a presença de comorbidades. Neste artigo, vamos conversar um pouco sobre algumas dessas doenças associadas.
, principalmente se apresentam dor de cabeça diariamente. Em pesquisa realizada no Setor de Cefaleias da UNIFESP, foi observado também em crianças com enxaqueca uma maior frequência de sintomas psicológicos como preocupação excessiva, oscilações de humor e agressividade.
Dor de cabeça e distúrbios psiquiátricos: Pessoas com enxaqueca e cefaléia do tipo tensional têm maior frequência de transtornos como ansiedade e Dor de cabeça e distúrbios de sono: Dor de cabeça e crises convulsivas: Tonturas:
Pessoas com dor de cabeça apresentam com mais queixas de tonturas, rotatórias (vertigens) ou não, tanto na crise de cefaleia ou mesmo fora dela. Tal situação favorece a ocorrência de diagnósticos equivocados como labirintites e mudanças na pressão arterial e, como consequência, tratamentos inadequados para pessoas com dor de cabeça. Dor de cabeça e derrames cerebrais: Estão em grande evidência estudos que encontraram uma maior associação entre a enxaqueca e doenças vasculares como o infarto cardíaco, e principalmente os acidentes vasculares cerebrais (AVC), chamados de derrames. E esse risco é ainda mais alto em pessoas com a enxaqueca com aura, e em mulheres que tem enxaqueca e usam pílulas anticoncepcionais e são fumantes. Se você apresenta crises de dor de cabeça, principalmente a enxaqueca, deve observar o aparecimento de outros sintomas ou doenças. A boa notícia é que o tratamento da dor de cabeça, quando bem indicado, pode melhorar também as doenças associadas. O mais importante é não deixar de lado o sinal de alerta que é a cefaleia, achando que dor de cabeça é algo simples e corriqueiro. As doenças associadas tendem a acontecer ainda mais em pessoas que apresentam dores de cabeça frequentes ou há muito tempo.
Fonte: Minha vida
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| Diabetes Mellitus tipo I:
Ocasionado pela destruição da célula beta do pâncreas, em geral por decorrência de doença auto-imune, levando a deficiência absoluta de insulina. |
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| Diabetes Mellitus tipo II:
Provocado predominantemente por um estado de resistência à ação da insulina associado a uma relativa deficiência de sua secreção. |
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| Outras formas de Diabetes Mellitus:
quadro associado a desordens genéticas, infecções, doenças pancreáticas, uso de medicamentos, drogas ou outras doenças endócrinas. |
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| Diabetes Gestacional:
Circunstância na qual a doença é diagnosticada durante a gestação, em paciente sem aumento prévio da glicose. |
Como se desenvolve?
Conforme pode ser observado no item acima (formas clínicas), são várias as causas do DM.
No DM tipo I, a causa básica é uma doença auto-imune que lesa irreversivelmente as células pancreáticas produtoras de insulina (células beta). Assim sendo, nos primeiros meses após o início da doença, são detectados no sangue dos pacientes, diversos anticorpos sendo os mais importantes o anticorpo anti-ilhota pancreática, o anticorpo contra enzimas das células beta (anticorpos antidescarboxilase do ácido glutâmico - antiGAD, por exemplo) e anticorpos anti-insulina.
No DM tipo II, ocorrem diversos mecanismos de resistência a ação da insulina, sendo o principal deles a obesidade, que está presente na maioria dos pacientes.
Nos pacientes com outras formas de DM, o que ocorre em geral é uma lesão anatômica do pâncreas, decorrente de diversas agressões tóxicas seja por álcool, drogas, medicamentos ou infecções, entre outras.
O que se sente ?
Os sintomas do DM são decorrentes do aumento da glicemia e das complicações crônicas que se desenvolvem a longo prazo.
Os sintomas do aumento da glicemia são:
| sede excessiva | |
| aumento do volume da urina, | |
| aumento do número de micções | |
| surgimento do hábito de urinar à noite | |
| fadiga, fraqueza, tonturas | |
| visão borrada | |
| aumento de apetite | |
| perda de peso. |
Estes sintomas tendem a se agravar progressivamente e podem levar a complicações severas que são a cetoacidose diabética (no DM tipo I) e o coma hiperosmolar (no DM tipo II).
Os sintomas das complicações envolvem queixas visuais, cardíacas, circulatórias, digestivas, renais, urinárias, neurológicas, dermatológicas e ortopédicas, entre outras.
| Sintomas visuais:
O paciente com DM descompensado apresenta visão borrada e dificuldade de refração. As complicações a longo prazo envolvem diminuição da acuidade visual e visão turva que podem estar associadas a catarata ou a alterações retinianas denominadas retinopatia diabética. A retinopatia diabética pode levar ao envolvimento importante da retina causando inclusive descolamento de retina, hemorragia vítrea e cegueira. |
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| Sintomas cardíacos:
Pacientes diabéticos apresentam uma maior prevalência de hipertensão arterial, obesidade e alterações de gorduras. Por estes motivos e, principalmente se houver tabagismo associado, pode ocorrer doença cardíaca. A doença cardíaca pode envolver as coronárias, o músculo cardíaco e o sistema de condução dos estímulos elétricos do coração. Como o paciente apresenta em geral também algum grau de alteração dos nervos do coração, as alterações cardíacas podem não provocar nenhum sintoma, sendo descobertas apenas na presença de sintomas mais graves como o infarto do miocárdio, a insuficiência cardíaca e as arritmias. |
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| Sintomas circulatórios:
Os mesmos fatores que se associam a outras complicações tornam mais freqüentes as alterações circulatórias que se manifestam por arteriosclerose de diversos vasos sangüíneos. São freqüentes as complicações que obstruem vasos importantes como as carótidas, a aorta, as artérias ilíacas, e diversas outras de extremidades. Essas alterações são particularmente importantes nos membros inferiores (pernas e pés), levando a um conjunto de alterações que compõem o "pé diabético". O "pé diabético" envolve, além das alterações circulatórias, os nervos periféricos (neuropatia periférica), infecções fúngicas e bacterianas e úlceras de pressão. Estas alterações podem levar a amputação de membros inferiores, com grave comprometimento da qualidade de vida. |
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| Sintomas digestivos:
Pacientes diabéticos podem apresentar comprometimento da inervação do tubo digestivo, com diminuição de sua movimentação, principalmente em nível de estômago e intestino grosso. Estas alterações podem provocar sintomas de distensão abdominal e vômitos com resíduos alimentares e diarréia. A diarréia é caracteristicamente noturna, e ocorre sem dor abdominal significativa, freqüentemente associado com incapacidade para reter as fezes (incontinência fecal). |
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| Sintomas renais:
O envolvimento dos rins no paciente diabético evolui lentamente e sem provocar sintomas. Os sintomas quando ocorrem em geral já significam uma perda de função renal significativa. Esses sintomas são: inchume nos pés (edema de membros inferiores), aumento da pressão arterial, anemia e perda de proteínas pela urina (proteinúria). |
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| Sintomas urinários:
Pacientes diabéticos podem apresentar dificuldade para esvaziamento da bexiga em decorrência da perda de sua inervação (bexiga neurogênica). Essa alteração pode provocar perda de função renal e funcionar como fator de manutenção de infecção urinária. No homem, essa alteração pode se associar com dificuldades de ereção e impotência sexual, além de piorar sintomas relacionados com aumento de volume da próstata. |
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| Sintomas neurológicos:
O envolvimento de nervos no paciente diabético pode provocar neurites agudas (paralisias agudas) nos nervos da face, dos olhos e das extremidades. Podem ocorrer também neurites crônicas que afetam os nervos dos membros superiores e inferiores, causando perda progressiva da sensibilidade vibratória, dolorosa, ao calor e ao toque. Essas alterações são o principal fator para o surgimento de modificações na posição articular e de pele que surgem na planta dos pés, podendo levar a formação de úlceras ("mal perfurante plantar"). Os sinais mais característicos da presença de neuropatia são a perda de sensibilidade em bota e luva, o surgimento de deformidades como a perda do arco plantar e as "mãos em prece" e as queixas de formigamentos e alternância de resfriamento e calorões nos pés e pernas, principalmente à noite. |
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| Sintomas dermatológicos:
Pacientes diabéticos apresentam uma sensibilidade maior para infecções fúngicas de pele (tinha corporis, intertrigo) e de unhas (onicomicose). Nas regiões afetadas por neuropatia, ocorrem formações de placas de pele engrossada denominadas hiperceratoses, que podem ser a manifestação inicial do mal perfurante plantar. |
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| Sintomas ortopédicos:
A perda de sensibilidade nas extremidades leva a uma série de deformidades como os pés planos, os dedos em garra, e a degeneração das articulações dos tornozelos ou joelhos ("Junta de Charcot"). |
Como o médico faz o diagnóstico ?
O diagnóstico pode ser presumido em pacientes que apresentam os sintomas e sinais clássicos da doença, que são: sede excessiva, aumento do volume e do número de micções (incluindo o surgimento do hábito de acordar a noite para urinar), fome excessiva e emagrecimento. Na medida em que um grande número de pessoas não chega a apresentar esses sintomas, durante um longo período de tempo, e já apresentam a doença, recomenda-se um diagnóstico precoce .
O diagnóstico laboratorial do Diabetes Mellitus é estabelecido pela medida da glicemia no soro ou plasma, após um jejum de 8 a 12 horas. Em decorrência do fato de que uma grande percentagem de pacientes com DM tipo II descobre sua doença muito tardiamente, já com graves complicações crônicas, tem se recomendado o diagnóstico precoce e o rastreamento da doença em várias situações. O rastreamento de toda a população é porém discutível.
Fatores de Risco para o Diabetes Mellitus
Existem situações nas quais estão presentes fatores de risco para o Diabetes Mellitus, conforme apresentado a seguir:
| Idade maior ou igual a 45 anos | |
| História Familiar de DM ( pais, filhos e irmãos) | |
| Sedentarismo | |
| HDL-c baixo ou triglicerídeos elevados | |
| Hipertensão arterial | |
| Doença coronariana | |
| DM gestacional prévio | |
| Filhos com peso maior do que 4 kg, abortos de repetição ou morte de filhos nos primeiros dias de vida | |
| Uso de medicamentos que aumentam a glicose ( cortisonas, diuréticos tiazídicos e beta-bloqueadores) |
Objetivos do Tratamento
Os objetivos do tratamento do DM são dirigidos para se obter uma glicemia normal tanto em jejum quanto no período pós-prandial, e controlar as alterações metabólicas associadas.
Tratamento
O tratamento do paciente com DM envolve sempre pelos menos 4 aspectos importantes:
| Plano alimentar: | É o ponto fundamental do tratamento de qualquer tipo de paciente diabético. O objetivo geral é o de auxiliar o indivíduo a fazer mudanças em seus hábitos alimentares, permitindo um controle metabólico adequado. Além disso, o tratamento nutricional deve contribuir para a normalização da glicemia, diminuir os fatores de risco cardiovascular, fornecer as calorias suficientes para manutenção de um peso saudável, prevenir as complicações agudas e crônicas e promover a saúde geral do paciente. Para atender esses objetivos a dieta deveria ser equilibrada como qualquer dieta de uma pessoa saudável normal, sendo individualizada de acordo com as particularidades de cada paciente incluindo idade, sexo, situação funcional, atividade física, doenças associadas e situação sócioeconômico-cultural.
Composição do plano alimentar A composição da dieta deve incluir 50 a 60% de carboidratos, 30% de gorduras e 10 a 15% de proteínas. Os carboidratos devem ser preferencialmente complexos e ingeridos em 5 a 6 porções por dia. As gorduras devem incluir no máximo 10% de gorduras saturadas, o que significa que devem ser evitadas carnes gordas, embutidos, frituras, laticínios integrais, molhos e cremes ricos em gorduras e alimentos refogados ou temperados com excesso de óleo. As proteínas devem corresponder a 0,8 a 1,0 g/kg de peso ideal por dia, o que corresponde em geral a 2 porções de carne ao dia. Além disso, a alimentação deve ser rica em fibras, vitaminas e sais minerais, o que é obtido pelo consumo de 2 a 4 porções de frutas, 3 a 5 porções de hortaliças, e dando preferência a alimentos integrais. O uso habitual de bebidas alcoólicas não é recomendável, principalmente em pacientes obesos, com aumento de triglicerídeos e com mau controle metabólico. Em geral podem ser consumidos uma a duas vezes por semana, dois copos de vinho, uma lata de cerveja ou 40 ml de uísque, acompanhados de algum alimento, uma vez que o álcool pode induzir a queda de açúcar (hipoglicemia). |
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| Atividade física: | Todos os pacientes devem ser incentivados à pratica regular de atividade física, que pode ser uma caminhada de 30 a 40 minutos ou exercícios equivalentes. A orientação para o início de atividade física deve incluir uma avaliação médica adequada no sentido de avaliar a presença de neuropatias ou de alterações cardio-circulatórias que possam contra-indicar a atividade física ou provocar riscos adicionais ao paciente. | |
| Medicamentos, Hipoglicemiantes orais: | São medicamentos úteis para o controle de pacientes com DM tipo II, estando contraindicados nos pacientes com DM tipo I. Em pacientes obesos e hiperglicêmicos, em geral a medicação inicial pode ser a metformina, as sultoniluréias ou as tiazolidinedionas. A insulina é a medicação primordial para pacientes com DM tipo I, sendo também muito importante para os pacientes com DM tipo II que não responderam ao tratamento com hipoglicemiantes orais. | |
| Rastreamento: | O rastreamento, a detecção e o tratamento das complicações crônicas do DM deve ser sempre realizado conforme diversas recomendações. Essa abordagem está indicada após 5 anos do diagnóstico de DM tipo I, no momento do diagnóstico do DM tipo II, e a seguir anualmente. Esta investigação inclui o exame de fundo de olho com pupila dilatada, a microalbuminúria de 24 horas ou em amostra, a creatinina sérica e o teste de esforço. Uma adequada analise do perfil lipídico, a pesquisa da sensibilidade profunda dos pés deve ser realizada com mofilamento ou diapasão, e um exame completo dos pulsos periféricos dever ser realizada em cada consulta do paciente. Uma vez detectadas as complicações existem tratamentos específicos, os quais serão melhor detalhados em outros artigos desse site. |
Como se previne ?
A prevenção do DM só pode ser realizada no tipo II e nas formas associadas a outras alterações pancreáticas. No DM tipo I, na medida em que o mesmo se desenvolve a partir de alterações auto-imunes, essas podem ser até mesmo identificadas antes do estado de aumento do açúcar no sangue. Esse diagnóstico precoce não pode ser confundido porém com prevenção, que ainda não é disponível.
No DM tipo II, na medida em que uma série de fatores de risco são bem conhecidos, pacientes que sejam portadores dessas alterações podem ser rastreados periodicamente e orientados a adotarem comportamentos e medidas que os retire do grupo de risco.
Assim é que pacientes com história familiar de DM, devem ser orientados a:
| manter peso normal | |
| praticar atividade física regular | |
| não fumar | |
| controlar a pressão arterial | |
| evitar medicamentos que potencialmente possam agredir o pâncreas (cortisona, diuréticos tiazídicos) |
Essas medidas, sendo adotadas precocemente, podem resultar no não aparecimento do DM em pessoa geneticamente predisposta, ou levar a um retardo importante no seu aparecimento e na severidade de suas complicações.
Estudo comprova: casamento feliz faz bem ao coração |
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União satisfatória aumenta em três vezes a chance de sobrevivência a longo prazo após cirurgias de pontes de safena, indica pesquisa americana. Estar em um casamento feliz faz bem ao coração.
É o que mostra uma pesquisa americana publicada no periódico especializado Health Psychology, da American Psychological Association. De acordo com o estudo da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, pessoas casadas têm até três vezes mais chances de permanecerem vivas 15 anos após uma cirurgia de revascularização cardíaca, também conhecida como ponte de safena ou mamária. "Existe algo em um bom relacionamento que ajuda as pessoas a permanecerem no curso da vida", diz Kathleen King, coordenadora da pesquisa. Segundo Harry Reis, coautor do estudo, o efeito da satisfação no casamento é tão importante para a sobrevivência após a cirurgia quanto outros fatores de risco, tais como tabagismo, obesidade e hipertensão. Mas o casamento desempenha vantagens diferentes para homens e mulheres. Para eles, o matrimônio está relacionado a altas taxas de sobrevivência — quanto mais satisfatória a relação, maior será a sobrevivência. Para as mulheres, a qualidade do enlace é ainda mais importante. Enquanto casamentos infelizes não fornecem praticamente nenhum benefício à sobrevivência, os relacionamentos satisfatórios aumentaram em quase quatro vezes as chances da mulher sobreviver. "A recompensa da felicidade conjugal é mais forte nas mulheres. Por isso, elas devem buscar essa felicidade para terem a recompensa na saúde", diz Reis. Pesquisa - No estudo, foram avaliadas 225 pessoas que fizeram uma cirurgia de ponte de safena entre 1987 e 1990. Todos os casados foram questionados sobre sua satisfação com o casamento um ano após a cirurgia. Houve ainda ajuste de idade, sexo, educação, casos de depressão, tabagismo e outros fatores que afetam a sobrevivência para doenças cardiovasculares.
Quinze anos após a cirurgia, 83% das esposas felizes ainda estavam vivas, frente a 28% das que eram infelizes no casamento e 27% das solteiras. O índice de sobrevivência para os maridos felizes também foi de 83%. Mas aqueles nem tão felizes assim também tiveram taxas elevadas. Homens em uniões não muito satisfatórias tiveram um índice de sobrevivência de 60%, significativamente melhor do que os 36% dos homens não casados. "A cirurgia de ponte de safena coronária já foi vista como uma cura milagrosa para doenças cardíacas", diz King. "Mas agora nós sabemos que para a maioria dos pacientes, os enxertos são temporários, e ainda mais suscetíveis a entupimentos e doenças do que as artérias naturais do local." No estudo, os autores citam ainda pesquisas anteriores que apontam que pessoas que têm um casamento com baixa hostilidade são menos suscetíveis a um tipo de inflamação relacionada às doenças cardíacas. Notícias Cristãs com informações da Veja
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