"O casamento santifica a intimidade", afirma Hernandes Dias Lopes/////Daniel Mastral: 'Bênção e mald
"O casamento santifica a intimidade", afirma Hernandes Dias Lopes |
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''A família e o casamento são projetos de Deus, apesar das dificuldades que enfrenta''. Esta foi a ideia que o Rev. Hernandes Dias Lopes busca propor a todos que têm visto e ouvido suas palestras sobre relacionamento. Autor do livro ''Casados e Felizes'', o diretor da Editora Luz para o Caminho tem orientado pessoas de todo o Brasil, com seminários e encontros que tratam de temas como o que foi abordado em Fortaleza (CE), nos últimos dias 11 e 12 de Janeiro, em um treinamento para Líderes e Pastores, organizado pela Livraria Bíblia e Opções e a Ordem dos Ministros Evangélicos do Ceará (ORMECE). Em entrevista exclusiva ao Guia-me, o teólogo e escritor compartilhou um pouco de sua experiência como conselheiro matrimonial, falou sobre superficialidade no casamento, sexualidade saudável, o poder da pornografia dentro dos lares e a dificuldade de se falar sobre sexo dentro das igrejas. Confira abaixo a entrevista na íntegra: Guia-me: A família foi instituída por Deus ou é uma ideia humana? Guia-me: Existem limites para a intimidade sexual dentro do casamento? Guia-me: A pornografia tem demonstrado um poder devastador nos lares de todo o mundo. Por que uma pessoa casada busca ter contato com esses materiais? Rev. Hernandes Dias Lopes: Isso acontece da mesma maneira que uma pessoa saudável procura drogas. Por que um jovem que tem um corpo saudável vai se destruir, se arruinar. A pornografia gera dependência. Há muitas pessoas, por exemplo, que, sendo dependentes de masturbação se casam e, mesmo tendo o privilégio do relacionamento sexual de forma legítima, mantém o vício da masturbação. Uma pessoa que é viciada em ver cenas de nudismo ou relação sexual se torna viciada naquilo. Só ter a relação sexual já não a satisfaz, então ela precisa ver e o pior: daqui a pouco ela quer importar para a relação sexual, para o seu leito conjugal, toda aquela situação que viu no vídeo, na internet. Então ela vai importar toda aquela sujeira e vai querer repetir na relação sexual de seu casamento todas aquelas práticas - sejam sodomitas, sejam de prostituição, sejam de múltiplos parceiros. Vai quebrando o preceito dos absolutos, da ética da moralidade, da santidade, vai derrubando, destruindo os fundamentos da ética e da moralidade. Como o homem é atraído pelo olhar, ele viu e quer ver de novo, mas amanhã o ver já não o satisfaz, ele também quer fazer e, quando ele faz, aquela ação também já não satisfaz, ele tem que crescer e vai gerando um processo de degradação. Aí vai para o fundo do poço. Eu conheço casos de pessoas que se degradaram a tal ponto de se suicidarem, da vida não fazer sentido e ele se vê em um atoleiro, uma prisão da qual não consegue sair. Essa pessoa entra em colapso nesse mar. Guia-me: Em suas palestras sobre relacionamento, você fala que o casamento não é uma ''varinha de condão'' que muda tudo. Por que as pessoas acham no casamento tudo vai ser melhor, vai ser diferente? Rev. Hernandes Dias Lopes: Porque as pessoas não querem refletir. Nós estamos vivendo em uma geração - fruto da pós-modernidade - na qual as pessoas querem sentir, não querem pensar. Elas querem emoções, não querem reflexão. E às vezes elas mantém relacionamentos superficiais e pensam, jogando sempre para o amanhã, que ''amanhã tudo vai se resolver'', ''amanhã vai ser melhor'', ''amanhã a solução vai chegar''. Em vez delas resolverem a relação no namoro, no ''pré-casamento'', elas não querem pensar , conversar, refletir. Aí o namoro está ruim, o noivado está péssimo e pensam que a solução vai vir no casamento. Então nós não temos que adiar para o futuro, a solução do hoje. Nós temos que resolver o problema hoje. Se o namoro não for estruturado, se o noivado não for consciente, o casamento vai ser um colapso. Eu diria para você que falta berço, falta base, a juventude de hoje está invertendo os papeis. Olha em Gênesis 2:24: ''Deixará o homem, o seu pai e sua mãe, se unirá a sua mulher, se unirá à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne''. O que está acontecendo hoje, é que começam tornando-se uma só carne, para depois se unir, para depois deixar pai e mãe - e às vezes nem deixa pai e mãe. Então eles estão querendo ''construir a casa começando pelo telhado'', sem lançar os fundamentos. Aí é tragédia na certa. Guia-me: Apesar dos cristãos terem o melhor manual para alcançar o relacionamento sexual santo, da melhor forma possível, falar sobre sexualidade dentro das igrejas ainda é tabu. Por quê? Rev. Hernandes Dias Lopes: É tabu porque nós herdamos uma cultura católico-romana muito forte, que traz a ideia de que o sexo é uma coisa que não é santa. Talvez a maior dificuldade de que eles tenham de aceitar o fato de Maria ter dado à luz outros filhos, se dê pelo fato deles acharem que Maria não poderia ser uma mulher santa se teve relacionamento sexual - ainda que com o marido dela. Passou-se a ideia de que o sexo não é santo, não é puro. Então muitas pessoas tiveram o sentimento de culpa pelo relacionamento sexual entre marido e mulher. E essa ideia foi passada aos filhos. Aí passa-se a ideia de que o sexo é proibido, é sujo, que não agrada a Deus e não tratam o assunto com naturalidade. Vira tabu. Aí é proibido falar na igreja, dentro de casa e as pessoas tendo uma ideia equivocada de sexo e vão cometer os desvios, porque não trataram do assunto com a legitimidade necessária, com a clareza necessária, com a abordagem direta, sensata e adequada à luz da Palavra de Deus. Por João Neto - www.guiame.com.br Fonte: Guia-me Via: www.guiame.com.br |
Daniel Mastral: 'Bênção e maldição depende de onde está seu coração'Ex-satanista fala sobre sua mudança de vida: "Procurava algo que me trouxesse a verdadeira alegria", afirma |
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"Não é mais necessário 'infiltrar' um satanista na Igreja, pois o mal já se alojou. É como a picada de uma serpente. O veneno já foi inoculado", a afirmação é Daniel Mastral. Hoje missionário, Mastral foi aliciado pelo satanismo aos 17 anos de idade, e dos 18 aos 25 dedicou sua vida, ao lado do grupo que se auto-denomina "irmandade", a preparar o cenário global para a vinda do anticristo. Mastral explica que, sendo uma organização mundial, o satanismo tem braços em vários segmentos sociais e procura combater um grande elemento de resistência: a Igreja. Foi dessa forma que o missionário acabou conhecendo a Cristo. Aos 25 anos, Mastral namorava uma moça evangélica, que desconhecia seu envolvimento com práticas satanistas. Acompanhando a namorada nos cultos, ele conta que divertia-se ao ver demônios ao lado do ministro de louvor no altar. No entanto, quando um pastor subia ao púlpito, os espíritos afastavam-se. O mesmo pastor, que resistiu a muitos feitiços preparados por Mastral, teve um encontro com o então satanista. O que se seguiu foram três horas e meia de libertação espiritual e o início de uma nova vida para Mastral. Para narrar essas experiências, Daniel Mastral escreveu "Filho do fogo", que é também a terminologia usada pelos membros do satanismo aqueles que relacionam-se com a alta magia. O missionário é também autor de "Guerreiros da luz", que tem por objetivo "treinar" espiritualmente quem se coloca à disposição da obra de Deus. "A igreja está doente, ferida, contaminada. Mergulhamos em um evangelho místico, cheio de dogmas, rituais, receitas, que levam nada a lugar algum", expressa Mastral, que aborda em suas ministrações pelo Brasil a importância de se conhecer o "antídoto": "amor, unidade, oração e vida com Deus". Em entrevista ao Guia-me, o ex-satanista conta um pouco de seu testemunho, fala sobre batalha espiritual, posição da Igreja diante dos acontecimentos, satanismo e a vinda do anticristo. Guia-me: Sua vida é um testemunho de batalha espiritual. Como foi que o satanismo aproximou-se de você? Como é abordagem e o que o atraiu? Daniel Mastral: O adversário é astuto. Enganou até mesmo os anjos. A abordagem é sedutora, envolvente. É pautada no poder. Ele conhece nossas fraquezas e aproveita destas lacunas para entrar com o engano. Cria um cenário de ilusão, abarcando nossos sentidos, nos dando a impressão de que somos especiais, e poderosos. Este pilar que me atraiu, como a mariposa é atraída para a luz que irá matá-la. Guia-me: Como foi que você aproximou-se do Evangelho de Cristo? Daniel Mastral: Tinha tudo, e não tinha nada... Não tinha paz, alegria. Era como um balão à deriva, andando ao sabor do vento. Sem rumo. No fundo eu procurava algo que me trouxesse a verdadeira alegria. Descobri, assim como muitos, que dinheiro, poder, fama, beleza, são temporais, efêmeros. Não resultam em felicidade. Conheci um homem cheio do Espírito Santo que me mostrou o caminho, apresentou-me a verdade e a vida em Cristo. Descrevo isso em detalhes em nosso livro "Filho do Fogo", lançado pela Editora Naós. Guia-me: Depois de sua conversão, sua vida sofreu ameaças? Daniel Mastral: É uma conseqüência natural. Quando você prega uma mensagem de vida, a morte te perseguirá. Tentará matar sua alegria, sua fé, sua motivação. Todos os profetas sofreram perseguições. Jesus sofreu perseguições. Não somos maior do que o Mestre. Porém, quem está em Cristo, não esmorece. Pode ficar abatido, mas jamais derrotado. A cada manhã, Deus renova minhas forças. Guia-me: No livro Filho do Fogo, você relata como o satanismo tem preparado o mundo para a chegada do anticristo. Como você vê o posicionamento da Igreja diante dos acontecimentos? Ela está preparada para isso? Daniel Mastral: A igreja está doente, ferida, contaminada. Mergulhamos um evangelho místico, cheio de dogmas, rituais, receitas, que levam nada a lugar algum. Nos afastamos dos preceitos de Cristo: amor, unidade, oração, jejum. Jesus não ensinou aos seus discípulos demonologia, mapeamento espiritual. Não fez atos proféticos para restaurar Jerusalém, não fechou templos pagãos. Ele ensinava vida com o Pai. Oração, jejum, intercessão, unidade, amor. Antes que qualquer coisa é necessário restaurar a Noiva. Guia-me: Alguns cristãos crêem que quando se aceita Jesus, estamos libertos de maldições e investidas de Satanás. É necessário quebrar maldições? O que a Bíblia nos fala sobre isso? Daniel Mastral: Não fala. Em Ezequiel cap. 18 vemos claramente que não há maldição hereditária. Cristo levou maldição na Cruz. Nos esquecemos que nosso Deus é um Deus de bênção. Ele visita até 1000 vezes aqueles que fazem a sua vontade. Mas bênção e maldição depende de onde está seu coração. Descrevemos um estudo profundo disso em nosso Seminário de Cura e Libertação e no livro Alerta Geral. Guia-me: Você é conhecedor de rituais e atuações satânicas, como por exemplo a utilização de pontos corporais, denominados "chakras", para entrada de espíritos malignos. Utilizar essas práticas no meio cristão para combatê-las não pode ser confundido com misticismo? Daniel Mastral: Devemos olhar para Cristo. Há um ditado que diz que você é aquilo que come. Se você se alimenta da Palavra, terá uma vida espiritual sadia e o Espirito Santo te dará discernimento para todas as coisas. O que não agradar ao Pai, você saberá, pois entristecerá o Espírito que habita em sua vida. Guia-me: Se a vinda do anticristo é certa, por que o satanismo procura barrar a ação da Igreja de Cristo? Como ele faz isso? Daniel Mastral: Quanto mais destruição houver, melhor será para satanás. Porém, hoje, as estratégias utilizadas há tempos atrás não se aplicam mais. Não é mais necessário "infiltrar" um satanista na Igreja, pois o mal já se alojou. É como a picada de uma serpente. O veneno já foi inoculado. O corpo está contaminado. Não precisa de novas picadas. Hoje há mais problemas nas igrejas com falsos irmãos do que com satanistas. Quero lembrar que quem perseguia a Jesus, a Paulo, não eram os adoradores do diabo, mas os líderes religiosos. Pessoas contaminadas com o orgulho, a inveja, a ira. Isso é matéria-prima farta para o diabo agir. É tempo de aplicar o antídoto na Igreja: amor, unidade, oração, vida com Deus. Guia-me: Em entrevista, você fala que a "irmandade" possui um cronograma para a chegada do anticristo. Ele fala de datas? Ou de sinais, assim como a Bíblia? Daniel Mastral: Sim. Os sinais estão a nossa volta. No entanto quero destacar que a Igreja não deve se preocupar com a vinda do anticristo, mas sim com a volta de Jesus, o Cristo. Se Ele voltasse hoje, estaríamos prontos? Se hoje fosse seu último dia de vida...O que fez de sua vida? De seu tempo? Deu o melhor para Deus ou deu o que sobra? Deu o resto? Guia-me: Por que os satanistas escolhem esse caminho se, sendo conhecedores da Bíblia, sabem que ao final está destinada a eles a morte eterna? Daniel Mastral: Porque eles estão mergulhados no engano. Suas mentes estão cauterizadas e acreditam em valores distorcidos. Para eles, satanás será vencedor. São como os extremistas islâmicos, que dão a vida pela causa. Acreditam nela. Guia-me: Quais são teus objetivos como cristão em plena batalha espiritual? O que você deseja realizar para a obra de Cristo? Daniel Mastral: Resgatar valores de Cristo. Ensinamentos de Cristo. Restaurar a Noiva e prepará-la para Jesus. Promover a unidade, o amor. Estimular as vidas a terem vida com Deus de fato e não de fachada. O que Jesus fez em plena Batalha Espiritual que viveu na terra? Orava, ía ao deserto, orava, jejuava. Subia ao monte, orava. Não batia o pé no chão, não gritava, não fazia atos proféticos. Apenas buscava a face de Deus. Moisés fez isso, Josué fez isso, Pedro fez isso. Nós devemos fazer isso! Guia-me: Quais os atributos de um guerreiro da luz? Daniel Mastral: Integridade, amor, perseverança, acima de tudo vida de oração. Isso molda nosso caráter e passamos a refletir a luz de Cristo. Nossas vidas falarão mais do que nossas palavras. O Guerreiro da Luz tem que fazer a diferença. Não pode ser um observador da história, tem que fazer parte dela. Por: Adriana Amorim Fonte: Guia-me |
Matt Redman "Viver em sintonia e confiando em Deus" |
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Esta é à primeira entrevista da série "Clínica" realizada pela gravadora Kingsway, que tem como objetivo ter uma visão clara e honesta sobre como as coisas são hoje em dia. O primeiro a participar da Clínica foi Matt Redman: Kingsway: Nestes dias de comunicação global, quando a comunidade já não depende da localização física; os líderes e ministros de louvor e adoração ainda precisam estar ligados a uma igreja local? Matt Redman: Eu acho que existem níveis diferentes de ação, mas no final do dia ser "igreja" é aprender a compartilhar nossas vidas. Então, você poderia provavelmente fazer isso por e-mail ou pela internet em um nível. Mas não acho que isso poderia realmente substituir o nível de comunhão e de compartilhar a vida que ocorre quando você come junto, ora junto, canta junto e dá suporte um ao outro no dia-a-dia, o "local" é muito importante. Como um líder de louvor e adoração, eu provavelmente encontro muitas vezes com alguns músicos que, no fundo, vêem a igreja local como um trampolim para outra coisa. Alguns parecem estar esperando que a situação da igreja local possa impulsioná-los para algo que eles sentem que é maior ou vale mais a pena, e não percebem que uma igreja local é importante, bonita e poderosa. Dito tudo isso, eu acho que ter uma perspectiva ´global´ é realmente muito importante. É realmente abrir nossos olhos da fé, quando começamos a ver a grande imagem - Deus tecendo um plano absolutamente incrível por todo esse mundo. K: Fiquei interessado quando você se referiu à tentação de "ver a igreja local como um trampolim para algo mais". Esta é uma indicação de que poderíamos estar a caminho do território de Amós 5, onde nossas músicas acabam sendo pouco mais do que o ruído sem sentido? Como a correção que as atuais circunstâncias exigem? MR: Eu acho que muitos líderes, pregadores - e até mesmo canções - estão nesta área. Talvez tenha havido muita ênfase sobre isso, é porque nós ficamos tão empolgados com músicas e sons e esquecemos que basicamente é sobre a vida de amor e serviço. Cantar é fácil ..., ok, nem todos podem cantar exatamente em sintonia, mas encaram, a maioria das pessoas pode alcançar uma música em algum grau. Mas viver "em sintonia" é uma proposição muito mais difícil e importante. K: Eu vou provocá-lo a respeito do que se usou no passado. É uma coisa do passado "se deixar levar"? Temos redescoberto "vida de amor e de serviço"? Como tem sido nosso desempenho nestes dias? MR: Eu acho que é impossível saber realmente. Acho que um adorador saudável continua pedindo o Espírito Santo "sonda-me ... e vê se há em mim algum caminho mau... e levar-me pelo caminho eterno". Estamos em uma curva de aprendizagem constante, e devemos ter como objetivo de nossas vidas "descobrir o que é agradável ao Senhor" (Efésios 5:10). Ouvi Mark Driscoll dizer que é fácil identificar os ídolos em culturas de outras pessoas, mas muitas vezes é difícil identificar na nossa. E às vezes é a mesma coisa com as nossas vidas - nós muito facilmente podemos criticar alguém com quem andamos e encontramos falhas, mas existem pontos cegos, que podem precisar de limpeza ou de assistência em nossas próprias vidas. Um coração humilde para ouvir a Deus e aos outros falando em nossas vidas é essencial. K: Amém por isso. Diga-me, você ainda encontra inspiração no Tozer? O que ele teria a nos dizer hoje? MR: Sim, estou lendo algumas vezes Tozer. Parece que muito do que ele disse sobre a adoração e, em particular a grandiosidade de Deus, é tão relevante e tocante à igreja de hoje. Ele disse que é uma coisa aprazível adorar a Deus, mas também uma coisa humilhante. Nossa adoração pode se tornar banal e casual, se não formos cuidadosos, mas as expressões mais saudáveis de culto, louvor e adoração estão cheias de admiração e reverência. K: Sejamos práticos: quais as disciplinas espirituais você pratica que o ajudam a evitar que sua adoração - e seu relacionamento com Deus - se tornem banais e casuais? MR: Quando eu digo ´mundano´ ou ´casual´ estou falando sobre a tendência de pensar e de se aproximar de Deus como se Ele fosse comum em vez de incomensurável e extraordinário. Reconhecer a dependência de Jesus é um grande sinal de um coração reverente. Você pode estar em uma temporada potencialmente estressante, talvez financeira ou relacionada com o trabalho, ou à procura de algum tipo de avanço ou restauração em um relacionamento. Como você age nesse momento lhe diz muito sobre que tipo de adorador você é, e em qual nível de confiança você está operando na sua caminhada com Deus. Quanto mais reverência temos para com o seu poder de agir, e quanto mais revelação temos de Seu imenso amor e cuidado por nós, mais vamos confiar nEle passando por essa estação. O resultado maravilhoso disto não está apenas em honrar a Deus, mas o processo de começamos a viver uma vida com menos pressão e estresse. Todos nós provavelmente temos níveis de confiança em que temos funcionado. E provavelmente eles estão diretamente relacionados à nossa visão de Deus. Isso afeta praticamente tudo na vida e está diretamente ligado a quantas vezes você está disposto a pegar sua carteira e ofertar algum dinheiro na igreja. Se você tem uma visão grande do dinheiro e uma pequena de Deus, colocando na balança a arrecadação, vai haver muito menos inspiração no momento! K: Lembrando o tempo em que o "Soul Survivor" estava apenas começando, quais as lições importantes que Deus ensinou e que continuam sendo importantes para você hoje? MR: Muitas coisas. Eu acho que a maior delas é que: se você exaltar Jesus e colocá-lo no centro do que você está construindo, é provável que você veja o sorriso de Deus nas coisas que você está trabalhando. Sabíamos que estávamos plantando muito no Soul Survivor - um bando de jovens tentando ser uma igreja bíblica, autêntica, relevante, dependente do Espírito Santo; nunca vou esquecer essa aventura. Ele também me ensinou que o evangelho realmente funciona. Nós não estávamos envaidecidos, não estávamos aglomerando uma cultura mais relevante - às vezes parecia que tudo o que tínhamos era "três acordes e a verdade"! Eu tive o privilégio de estar envolvido na implantação de algumas igrejas e todaos foram muito diferentes em suas expressões como igreja. É animador ver que o evangelho realmente funciona. Em todas essas diferentes comunidades temos visto sinais inspiradores do Reino - pessoas sendo resgatadas e curadas, a verdade de Deus moldando a vida das pessoas, e os pobres e esquecidos sendo cuidados. K: Naqueles tempos "Soul Survivor" - quando tudo que você podia cozinhar era pipoca - lembro de você falando sobre a passar o bastão: como muitas vezes podemos nos esquecer do fato de ter existido antes de nós uma longa fila de fiéis piedosos, homens e mulheres cuja contribuição para a vida atual da igreja não deveria ser esquecida - Nestes dias me pergunto se você pensa sobre a geração a qual você vai passar o bastão. O que você espera que eles herdem do crescimento evangélico, do louvor e adoração vindos dos anos 90? MR: Eu ouvi uma vez um líder dizer que "o limite máximo de uma geração é o piso da próxima". Eu amo a idéia de que - quando chega uma geração, a próxima geração não tem que começar a construir do zero, mas constrói a partir daí. Vejo tanto isso - jovens líderes de louvor e adoração e músicos que estão à frente de onde estávamos - musicalmente, lideram de forma sábia e teológica, compreendem o que é e o que não é adoração. A chave é dar-lhes algumas boas orientações para vida, e não matar a novas idéias e abordagens. Quando ajudamos a plantar uma igreja ha alguns anos atrás na Inglaterra, o bispo com o qual trabalhamos explicou que estávamos num lugar muito diferente para eles em termos de suas expressões preferidas nas reuniões de louvor e adoração. Ele nos deu algumas dicas importantes do que cada igreja precisa ter (o pão, a oração, a comunhão, doação aos pobres, etc) e disse que queria ver esses fundamentos na vida da nova igreja. Ele disse, além disso, que não importava o quão alto fossem nossas expressões de adoração, nem como soavam durante a reunião, mas que tínhamos total liberdade. Em outras palavras, ele nos deu permissão para construir algo que ele provavelmente não se sentiria confortável em fazer - para o bem dos outros que iriam chegar. Isso é uma grande abordagem. Nós nos sentimos seguros nas orientações que ele deu, mas livres para sermos criativos e desenvolvermos o que nós construímos. Matt Redman foi entrevistado por Craig Borlase |
Damares: 'Cantar para fazer a diferença é que está difícil'Em entrevista ao Guia-me, a cantora relatou o cumprimento das promessas de Deus em sua vida |
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Damares está em divulgação de seu mais recente trabalho, o CD Diamante, primeiro pela Sony Music. No final de março a cantora esteve na AD Bom Retiro, em São Paulo e ministrou em culto com a igreja lotada. Na oportunidade, Damares falou com exclusividade ao GUIA-ME sobre a oportunidade de ter o ministério amparado por uma gravadora multinacional e de ver o cumprimento das promessas de Deus em sua vida pessoal e ministerial. Confira a entrevista de Damares na íntegra: GUIA-ME: Seu primeiro CD pela Sony já é Disco de Platina. Qual a emoção de chegar em uma gravadora alcançando tão altos números de vendas? Ah, é uma emoção muito grande esse tempo maravilhoso de Deus que eu tenho vivido, de voar vôos mais altos, desfrutar o melhor de Deus em minha vida, momento único de dimensão espiritual e ministerial, degrau por degrau chegando aonde Deus quer. Estou muito feliz na Sony. Deus falou comigo que antes de eu entrar na Sony, Ele tinha algo grande para colocar nas minhas mãos, algo internacional. Eu não imaginaria que iria entrar em uma gravadora multinacional e a Sony é algo muito especial de Deus em minha vida. Veio para fazer a diferença e tem me proporcionado coisas maravilhosas com apoio, respeito, oração, profissionalismo. Estou muito realizada na Sony e o CD Diamante está mostrando isso. GUIA-ME: Acredita que pela Sony você vai conseguir alcançar ainda mais pessoas com suas canções? Com certeza. Deus precisava me colocar em uma gravadora forte como a Sony Music pra que pudesse dar andamento ao projeto que Ele tem para fazer na minha vida, e isso já está se comprovando. Sei que Deus fará coisas muito maiores porque Ele falou isso e Ele estava querendo dizer que vou chegar a lugares que meu ministério ainda não chegou. GUIA-ME: Recentemente gravou seu primeiro clipe ‘Um Novo Vencedor’ e o público parece ter gostado do resultado. Ficou melhor do que você esperava? E como foi a experiência de produzir o primeiro clipe da carreira? Ah, foi maravilhoso. Experiência melhor impossível. Uma superprodução. Todo mundo, realmente, está falando coisas boas. Caiu nas graças do povo e pessoas estão sendo edificadas, renovadas, abençoadas através do clipe que está um sucesso na internet. Todo mundo está falando ‘nossa, se o primeiro clipe está desse jeito imagine os outros’. GUIA-ME: Você tem vários CDs, um DVD, além de importantes marcas e prêmios na carreira. Sabia desde o começo que seu ministério iria tão longe ou nem imaginava? Minha vida e ministério são baseados nas promessas de Deus. Estou firme e de pé até hoje conquistando esses projetos porque um dia eu recebi chamado de Deus (...) Deus prometia para mim, mas as circunstâncias ao meu redor diziam ‘não’, mas quando Deus escolhe, Ele capacita. Ele não chama os capacitados, Ele capacita os escolhidos. Eu nunca imaginaria chegar aonde cheguei. Não comecei cantando por status, por fama ou sonhando em chegar a algum lugar, comecei por amor mesmo, por prazer em cantar e adorar ao Senhor independente de qualquer coisa e Deus achou graça e resolveu fazer; eu só tenho que adorá-lo por tudo o que tem feito e por todas as promessas cumpridas. Deus é maravilhoso! GUIA-ME: O CD Diamante tem algum diferencial dos demais? Tem. Na verdade o CD Diamante veio em um momento de mudança radical no meu ministério, e quando eu gravei o CD anterior, Apocalipse, eu estava tranqüila, sossegada, sem cobrança porque a gente não imaginava que ia ser um CD tão forte com aquela repercussão tremenda, então, no momento de gravar o próximo CD veio um peso muito grande de responsabilidade para os meus ombros, e você não tem noção da pressão e da cobrança do povo e até eu mesma, que sou exigente e perfeccionista, queria fazer o melhor, e o crescimento do meu ministério fez com que isso acontecesse (...) eu fui orar, pedir ao Senhor que me direcionasse, queria fazer algo que não fugisse das minhas raízes, meu estilo pentecostal que conquistou as pessoas, que lembrasse a Damares do CD Apocalipse, mas que também trouxesse alguma coisa inovadora e acho que eu consegui trazer isso e o CD, graças a Deus, teve uma aceitação muito grande. GUIA-ME: A unção é muito importante para o músico gospel, mas a técnica vocal não pode ser esquecida. Como você trabalha para exercitar as duas? É um conjunto de coisas. Eu acredito no seguinte, se um cantor cantar bonito e não tiver a unção de Deus, não faz a diferença, os sinais de Deus não acompanham, as pessoas não sentem nem recebem nada. Cantar sem unção não vale a pena. O meio secular está cheio de gente que canta bonito, mas cantar para fazer a diferença é que está difícil. E se você tiver a unção de Deus no seu cantar e no seu expressar, mas não cantar bem e fizer relaxadamente, cantando de qualquer jeito e errando tudo, Deus não tem prazer também. As coisas têm que andar juntas. Você tem que ser profissional usando a técnica, a bagagem e a experiência que tem, mas não pode esquecer que precisa da unção de Deus, pois sem ela você não é nada e não fará efeito na vida de ninguém. Primeiro vem a unção de Deus e depois você corre atrás para fazer direito e buscar de Deus o aperfeiçoamento. GUIA-ME: Você gravou participação no Programa da Eliana. Como foi a experiência e como você avalia essa abertura cada vez maior para a música gospel na televisão brasileira? Fiquei lisonjeada com o privilégio de ter ido lá, que é exatamente a promessa de Deus na minha vida - de que eu pisaria em lugares que eu nunca imaginei pisar, que Ele usaria minha voz de forma estrondosa e minha voz chegaria a lugares que eu não pudesse chegar. Vi isso como um presente de Deus para mim, como se Ele estivesse mostrando ‘aí, minha filha, a minha fidelidade para contigo’, para eu lembrar de onde Ele me tirou e aonde tem me colocado. Busquei ser eu mesma ali, não forjei um personagem. Me emocionei antes do programa e durante também. Fiquei nervosa porque pesa estar representando ali o evangelho de Deus e por ser pentecostal também, pois ao chegar nesses lugares eu sei que existe muito preconceito. A música gospel tem conquistado um espaço muito grande e as pessoas têm visto que ela não é brega, não é feita de qualquer jeito, não é desvalorizada e que muitas vezes é muito melhor - em arranjo e produção - do que o secular. Enfim, as pessoas estão vendo que é coisa boa, que faz a diferença, que alegra o coração, que edifica a vida, que cura o necessitado, que levanta do fundo do poço, que traz esperança para o coração. Por Juliana Simioni |
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